Atenção! Neste post corro o risco de me tornar um bocadinho lamechas...por isso, peço desde já desculpa às 3 pessoas que por engano venham aqui parar e, por não terem mais que fazer, percam 10 segundos a ler isto.
E então perguntam vocês (as tais 3 pessoas): «Mas afinal, que é que vai sair daí desta vez?!»
E eu respondo: «Calma, que já lá vai!»
Bom, para quem não sabe, antes de ser uma verdadeira parasita da sociedade, era uma parasita ao abrigo do estatuto de estudante universitária desse belo curso que é
Ciências da Educação, da
mui nobre Universidade de Coimbra, claro está!
Foram 5 belos anos de Queimas, Latadas, jantaradas, bebedeiras, tardes passadas na parvoíce no bar da Faculdade, stress de trabalhos deixados para a última da hora, cadeiras de um ano feitas num mês, comboios perdidos (ui! tantos...), sorrisos, amizades, algumas aulas e (pouco) estudo...E tudo pareceu passar por mim sem eu dar por ela! Sem eu querer, estou a cortar a meta sem ter dado conta que tinha corrido a maratona...
Quem conhece/vive o espírito académico de Coimbra, sabe que a tradição que, apesar do que muitos dizem, que já não é o que era, nunca morre! E reza a mesma que, terminado o curso, se cumpra um último ritual...o rasganço! E que é isso do rasganço? É uma cena muito à frente que implica um(a) «doutor(a)» de capa e batina e pasta académica, tesouras, dentes e unhas afiadas e "30 cães a um osso"!
Por outras palavras...é uma espécie de cerimonial de despedida da boa vida e bons momentos passados, para abraçar uma nova etapa que está à espreita. Consiste em ver (ou antes, sentir) o respectivo traje ser rasgado pelos colegas, no Largo da Porta Férrea ou em frente à respectiva Faculdade, preservando apenas a capa e a pasta como lembrança e meio de impedir que se apanhe uma pneumonia, já que o que sobra do resto da indumentária é muito pouco. Para finalizar e "abençoar" o processo, sai a todo o gás um "Eferreá", antes de partir em debandada para a jantarada e noite a dentro.
E esta conversa toda por quê...porque sábado passado, dia 23, foi a vez desta menina que aqui está e mais 3 tolinhas encerrarem o último capítulo que lhes restava da sua vida académica.
Avisam-se, desde já, as pessoas mais sensíveis (ou seja, a única que ainda sobrou e passou o texto à frente para ver as fotos) que as imagens que se seguem contêm alguma violência e nudez:

«Eis que chega a hora de partir
Hora derradeira do Adeus
Levo na memória
Risos, prantos e histórias
Peço só poder voltar!»
(Balada dos Quintanistas 2007)

No final foi este o estado em que nos deixámos umas às outras...fora umas dietas ou umas lipoaspirações a precisarem de ser feitas aqui e ali até que ficámos bem catitas! :P
Obrigado a todos os que estiveram presentes, e em especial às "suspeitas do costume", por fazerem deste dia mais um daqueles que guardarei e recordarei com saudade!
Até sempre Coimbra...